09/11/2018 / Em: Gestão

 

Benchmarking é uma ferramenta de gestão que permite às empresas se adaptarem ao mercado, melhorando seus produtos e processos. O processo ajuda a inovar e aumentar a competitividade a partir dos melhores padrões de produção, vendas e gestão.

Como fazer benchmarking

Objeto de estudos, análises e, principalmente, práticas em mercados desenvolvidos há bastante tempo, o benchmarking é uma ferramenta de gestão que ajuda as empresas a se adaptarem ao que existe de melhor no mercado em termos de processos, pessoas e produtos. Mas não existe nenhum mistério: saiba mais neste post sobre o que é e como fazer benchmarking. Confira!

O que é Benchmarking?

A Comissão Europeia definiu, em 2002, o benchmarking como um:

“Processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respectivas funções ou processos face ao que é considerado ‘o melhor nível’, visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem”.

Portanto, o benchmarking é um ramo da inovação sem o qual as empresas atirariam dinheiro ao ralo tentando introduzir produtos defeituosos ou abaixo do padrão desejado pelos consumidores.

Essa prática pode ser adotada entre concorrentes diretos, entre empresas de portes diferentes — uma marca tradicional que deseja adotar métodos de uma startup, por exemplo — e até entre empresas de mercados diferentes. Uma rede local de supermercados pode aprender sobre logística e atendimento ao cliente com a Amazon, por exemplo.

De acordo com estudos na área, o benchmarking passou por cinco fases: a primeira geração foi a engenharia reversa, baseada na análise competitiva do produto; a segunda foi o benchmarking competitivo, o tipo aprimorado pela Xerox entre as décadas de 1970 e 1980; a terceira, o benchmarking de processo; a quarta o benchmarking estratégico.

Por fim, a fase atual é caracterizada pelo benchmarking global.

A busca pelas melhores referências é prática instituída nas grandes empresas. A boa notícia é que negócios de quaisquer portes, setores ou mercados podem utilizar o benchmarking para aumentar a competitividade e faturar mais.

Se você sabe que o concorrente utiliza softwares para otimização do processo de vendas e emissão de notas fiscais, certamente vai querer adotar essa prática.

Quem já fez Benchmarking?

Para ilustrar a utilidade do benchmarking, podemos evocar exemplos clássicos, como a Toyota no mercado de automóveis — com o seu revolucionário sistema de produção just in time — ou a Apple na área de design de produto.

Na década de 1970, a Xerox — até então líder no segmento de produtos tecnológicos para empresas — enfrentava uma crise sem precedentes. Enquanto a computação pessoal despontava com a Apple e a Microsoft, empresas japonesas conseguiam oferecer produtos mais eficientes e baratos do que os da companhia norte-americana.

A orientação da Xerox para os técnicos era que desmontassem os aparelhos dos competidores para descobrir o que os tornava mais competitivos do que os seus. Apesar de não ter sido a primeira a usar o benchmarking, a Xerox é considerada pioneira no lançamento de um programa, o Liderança Através da Qualidade, baseado no benchmarking.

Ficou interessado na prática? Conheça os tipos de benchmarking e como utilizar essa ferramenta na sua empresa.

Tipos de benchmarking

Benchmarking interno

É aplicado em setores diferentes de uma mesma organização. Como há menores restrições ao fluxo de informações dentro das empresas, esse é o tipo de benchmarking mais fácil de aplicar, uma vez que é de interesse geral que todos os setores operem segundo os mesmos padrões de qualidade.

Benchmarking competitivo

Possivelmente o tipo mais conhecido. Nesse caso, as empresas tentarão decifrar as práticas e processos de suas rivais para aplicá-los ou adaptá-los aos seus próprios processos.

A ideia não é se apropriar de tecnologias alheias ou plagiar produtos, mas replicar práticas que garantam a qualidade e a eficiência da produção. Mesmo assim, é um dos tipos mais complicados, uma vez que não é comum que as empresas abram seus segredos para a concorrência.

Por outro lado, é o tipo que proporciona o melhor panorama sobre as práticas da própria organização e sobre as práticas de seus competidores.

Benchmarking funcional

Refere-se, especificamente, ao processo de trabalho nas empresas e é um dos tipos mais fáceis. Ocorre, por exemplo, quando uma empresa quer adotar o mesmo processo de vendas utilizado em outra companhia, seja concorrente ou não.

As mesmas práticas adotadas em organizações de diferentes setores podem ser adotadas por outras, o que faz com que esse seja o tipo mais comum de benchmarking.

Benchmarking de cooperação

Ocorre quando duas ou mais empresas atuam em parceria e compartilham informações entre si acerca de seus processos. Também é comum que uma empresa maior, tida como referência de mercado, abra alguns de seus segredos para outras empresas, para que estas possam adotar os mesmos procedimentos ou apenas conhecer os processos produtivos e maquinário utilizados.

Benchmarking genérico

Nesse tipo de benchmarking, as empresas observam processos semelhantes das outras, mesmo que em indústrias diferentes. Um exemplo clássico é o processo de abertura de uma empresa de um determinado segmento — como dar entrada no CNPJ, quais os alvarás solicitados, qual o prazo médio até que a licença seja concedida, etc.

Como fazer benchmarking

No livro Benchmarking — o caminho da qualidade total, Robert Camp elenca cinco fases subdivididas em 12 estágios para a realização contínua de benchmarking. Lembre-se de que o benchmarking não é uma prática isolada, mas contínua e em constante aperfeiçoamento.

Planejamento

Nessa etapa, deve-se marcar o que precisa ser tomado como referência e as empresas que se destacam naquela área. Em seguida, determina-se o método para coleta de dados e a efetuação da pesquisa.

Análise

Em seguida, a pesquisa deverá apontar qual a falha de desempenho que existe dentro da empresa ou setor e projetar metas de desempenho com base nos dados coletados.

Integração

O setor responsável pelo benchmarking deverá informar os resultados e descobertas da pesquisa para obter aceitação interna na elaboração e implementação de processos recomendados. Posteriormente, a equipe deve estabelecer metas funcionais e desenvolver planos de ação.

Ação

As ações para correção dos processos mais frágeis devem ser implementadas sob monitoramento constante do progresso. À medida em que a ação se desenrola, a equipe irá readequar as referências para garantir a melhoria contínua.

Maturidade

Nessa etapa, a empresa já atingiu uma posição de liderança e conseguiu integrar as práticas indicadas no benchmarking aos processos. Entretanto, o monitoramento deve ser constante.

Pronto, se você ficar atento a esses pontos, então já sabe como fazer benchmarking. Não esqueça que a prática deve ser integrada à gestão da inovação na sua empresa, portanto nunca é efetiva se for pontual ou isolada.

Agora que você já sabe como fazer benchmarking, que tal começar a praticá-lo? Compartilhe este artigo com outros empreendedores e profissionais para que eles também adotem as melhores práticas do mercado!

 

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